segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Receita de Sopa-Goulash

Receita de Sopa-Goulash (Goulaschsuppe)

muito bom!

O Goulash tem origem na Hungria, mas na Alemanha também é muito consumido, especialmente na forma de sopa.

Ingredientes

- 500g de carne de boi em cubos
- 2 colh. (sopa) cheias de toucinho picado
- 1 cebola média picada
- azeite
- 2 colh. (sopa) de farinha
- 1 litro de caldo de carne
- 1 cenoura em rodelas
- 1 batatas médias em cubos
- 3 dentes de alho grandes picados
- 2 pimentões vermelhos picados
- 1 lata de molho de tomate
- 1 colh. (sopa) de páprica doce em pó
- 2 folhas de louro
- 1 colh. (sopa) de cominho em grãos
- 1 colh. (chá) de salsinha desidratada
- pimenta vermelha em pó a gosto
- sal a gosto
- 1/2 copo de vinho tinto (opcional)

Preparo

Doure a cebola no azeite, junte a carne em cubos.
Frite até secar o caldo que soltar da carne.
Junte a farinha e mexa dando uma sapecada.
(se for colocar o vinho, coloque agora)
Coloque o caldo de carne, mexa bem e junte todos os outros ingredientes.
Cozinhe em fogo baixo com a panela semi-fechada por uns 40 minutos.
Pronto!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Mistério do Marzipan

O Mistério do Marzipan

"O marzipan é um doce que teve origem no oriente, mas que é muito popular pela europa (os alemães que o digam)"

Geralmente, esse doce é feito com uma proporção de 1:1 de amêndoas para açúcar de confeiteiro + especiarias. É possível encontrar várias receitas diferentes pela internet, inclusive algumas originais de 1886, mas nada se compara ao que eu vou descrever agora.


Ontem, eu tive a oportunidade de visitar uma cidade alemã que se chama Lübeck.
Essa cidade é mundialmente famosa por causa de um produtor de marzipan muito especial.
Antigamente, só os químicos tinham permissão para preparar o marzipan, mas depois de uns bons anos, a sua produção foi liberada para os simples mortais fabricarem.
Há uns 200 anos apareceu um cabra safado que abriu uma tendinha no mercado de Lübeck (Alemanha) e começou a vender um marzipan muito gostoso, que não era tão doce.
A receita deu certo, está guardada a sete chaves e a mesma familia até hoje produz o mesmo marzipan com a receita original.
Conto o milagre e mostro o santo:
a loja é essa Niederegger, no site tem até loja online
http://www.niederegger.de/en
eu fui nessa loja e to me explodindo de comer esse marzipan até agora... (PS: o comprado é xixi de gato em comparação com esse).
Mas, voltando à receita do marzipan....
Lá para cima, no começo do texto, eu disse que as receitas de marzipan obedecem a proporção de 50% de amêndoa para 50% de açúcar de confeiteiro + especiarias.
O marzipan de Lübeck tem 90% de amêndoas e SOMENTE 10% de açúcar + especiarias.

Ninguém sabe a receita do danado, mas pesquisando diversas receitas antigas e contemporâneas, etc etc... como eu sou um monstrinho..heheh
Eu formulei uma receita do "Marzipan de Lübeck Genérico", que ainda precisa de algumas adaptações, mas que eu passo aqui em primeira mão... e depois de alguns testes extras, vou renovar e colocar a "receita pirata definitiva".


Marzipan de Lübeck Genérico


Ingredientes


- 100g de farinha de amêndoas doces (quanto mais fina melhor)
- 2 colh. (sopa) de açúcar de confeiteiro (ou impalpável)
- 1 colh. (sopa) de água de rosas
- 1 colh. (chá) de essência OLEOSA de amêndoas amargas
- 1 colh. (chá) de essência OLEOSA de laranja
- 1 colh. (sopa) de água

Preparo


Bata as amêndoas em um processador até virar uma farinha bem fininha.
Em uma tigela, coloque a farinha de amêndoas + água de rosas + essência de amêndoas amargas + essência de laranja + açúcar de confeiteiro (ou açúcar impalpável).
Misture com uma colher até ficar meio homogêneo. Coloque a tigela em banho-maria (não pode ser muito quente) e vá mexendo os ingredientes.
Eles vão começar a adquirir consistência.
Coloque, aos poucos, a colher de água e vá mexendo com as mãos, até a mistura formar uma massinha. (se precisar coloque mais um pouquinho de água). Modele no formato que desejar (eu gosto no formato de barrinha, como na foto e depois corto em fatias com uma faca), pode pintar com corantes alimentícios, banhar no chocolate, etc.
É bom colocar em um plástico filme para não ressecar.

Pronto!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Receita de Leitão Recheado com Trigo Sarraceno, Omelete e Presunto

Receita de Leitão Recheado com Trigo Sarraceno, Omelete e Presunto
(Жареный Поросенок с Фаршем из Гречневой Каши, Омлета и Ветчины)

Essa é uma receita típica ucraniana!


Para quem gosta de coisa gostosa e acha que "light" é coisa pra quem estuda inglês..heheh


Ingredientes


- 1 letão (1,5 - 2 Kg)


Para o Recheio


- 500 g de trigo sarraceno cozido
- 100g de presunto cozido
- 2 ovos
- manteiga
- pimenta-do-reino preta
- salsinha
- folhas de louro
- folhas de cassis preto (acho que pode usar folhas de amora)
- sal a gosto


Preparo


Remover os ossos da carcaça do leitão, com exceção da cabeça e das pernas.
Tempere o trigo sarraceno cozido com manteiga + sal. Pica o presunto. Faz 2 omeletes picados (1 feito só com as claras e um feito com as gemas temperadas com a pimenta e a salsinha).
Abre a barriga do leitão e recheia nessa ordem:
Primeiro espalha o trigo sarraceno, depois espalha o presunto picado e depois os omeletes picados.
Espalhe cuidadosamente por cima do recheio as folhas de cassis preto já lavadas e secas.
Coloque pimenta e folhas de louro a gosto.
Fecha a barriga do bichão, coloca numa assadeira e assa no forno por 1h30min a 2 horas.
Recomendo a primeira hora assar coberto com papel alumínio e depois, no final retirar pra fazer o pururuca.

Bom Apetite!

sábado, 31 de julho de 2010

Receita de Jiló Crocante

Receita de Jiló Crocante

fritinho, sequinho e crocante e sem amargo...

Ingredientes

- Jiló
- sal
- vinagre
- amido de milho
- óleo

Preparo

Descascar os jilós e cortar em rodelas.
Colocar em uma tigela, encher com água e colocar BASTANTE sal e 1 colh. (sopa) de vinagre.
Deixar descansar por 1 hora.
Escorrer bem e secar com papel toalha.
Empanar no amido de milho (espera um pouquinho e passa mais pra ficar bem sequinho).
Fritar em óleo quente e deixar escorrer em papel absorvente.
Pronto!

sábado, 24 de julho de 2010

Os caçadores e o elefante

Os caçadores e o elefante
Retirei esse texto do Jornal "O Estado de São Paulo"... estão acontecendo coisas sérias em nosso país... mas nem sempre o povo percebe...

22 de julho de 2010 0h 00

estadao_868:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100722/not_imp584600,0.php

Demétrio Magnoli - O Estado de S.Paulo

Dois dias atrás, no meio da tarde, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, Lula sancionou a primeira lei racial da História do Brasil. São 65 artigos, esparramados em 14 páginas, escritos com o propósito de anular o artigo 5.º da Constituição federal, que começa com as seguintes palavras: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza." O conjunto leva o título de Estatuto da Igualdade Racial, uma construção incongruente na qual se associa o princípio da igualdade ao mito da raça, que veicula a ideia de uma desigualdade essencial e, portanto, insuperável.
O texto anticonstitucional, aprovado em 16 de junho por um acordo no Senado, é uma versão esvaziada do projeto original. No acordo parlamentar suprimiram-se as disposições que instituíam cotas raciais nas universidades, no serviço público, no mercado de trabalho e nas produções audiovisuais. Pateticamente, em todos os lugares, exceto no título, o termo "raça" foi substituído pela palavra "etnia", empregada como sinônimo. Eliminou-se ainda a cláusula que asseguraria participação nos orçamentos públicos para os "conselhos de promoção da igualdade étnica", órgãos a serem constituídos paritariamente nas administrações federal, estaduais e municipais por representantes dos governos e de ONGs do movimento negro.
Mas o que restou é a declaração de princípios do racialismo. A lei define uma coletividade racial estatal: a "população negra", isto é, "o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas". Dessa definição decorrem uma descrição racial do Brasil, que se dividiria nos grupos polares "branco" e "negro", e a supressão oficial das múltiplas identidades intermediárias expressas censitariamente na categoria "pardos". Implicitamente, fica cassado o direito de autodeclaração de cor/raça, pois o poder público se arroga a prerrogativa de ignorar a vontade do declarante, colando-lhe um rótulo racial compulsório. O texto funciona como plataforma para a edificação de um Estado racial, uma meta apontada no artigo 4.º, que prevê a adoção de políticas raciais de ação afirmativa e a "modificação das estruturas institucionais do Estado" para a "superação das desigualdades étnicas".
A fantasia que sustenta a nova lei consiste na visão do Brasil como uma confederação de nações-raças. Nessa confederação o princípio da igualdade deixaria de ser aplicado aos indivíduos, convertendo-se numa regra de coexistência entre coletividades raciais. Os cidadãos perdem o estatuto de sujeitos de direitos, transferindo-o para as coletividades raciais. Se o Poder Judiciário se curvar ao esbulho constitucional, estudantes ou trabalhadores da cor "errada" não poderão apelar contra o tratamento desigual no acesso à universidade ou a empregos arguindo o princípio da igualdade perante a lei, pois terão sido rebaixados à condição de componentes de um grupo racial.
Nos termos do estatuto racial, que é um estatuto de desigualdade, a "população negra" emerge como uma nação separada dentro do Brasil. O capítulo I fabrica direitos específicos para essa nação-raça no campo da saúde pública; o capítulo II, nos campos da educação, da cultura, do esporte e do lazer; o capítulo IV, nas esferas do acesso à terra e à moradia; o capítulo V, na esfera do mercado de trabalho; o capítulo VI, no tereno dos meios de comunicação. O pensamento racial imagina a África como pátria da "raça negra". A nova lei enxerga a "população negra" como uma nação diaspórica: um pedaço da África no exílio das Américas. O capítulo III determina uma proteção estatal particular para as "religiões de matriz africana".
A supressão do financiamento público compulsório para os "conselhos de promoção da igualdade étnica" e dos incontáveis programas de cotas raciais na lei aprovada pelo Senado refletiu, limitada e parcialmente, o movimento de opinião pública contra a racialização do Estado brasileiro. Uma vertente das ONGs racialistas interpretou o resultado como uma derrota absoluta - e pediu que o presidente não sancionasse o texto esvaziado. Surgiram até vozes solicitando uma consulta plebiscitária sobre o tema racial, algo que, infelizmente, não se fará.
O Ministério racial, que atende pela sigla enganosa de Seppir, entregou-se à missão de alinhar sua base na defesa do "estatuto possível". Para tanto reuniu pronunciamentos de arautos do racialismo, como o antropólogo Kabengele Munanga, uma figura que chegou a classificar os mulatos como "seres naturalmente ambivalentes", cuja libertação dependeria de uma opção política pelo pertencimento ao grupo dos "brancos" ou ao dos "negros". Na sua manifestação o antropólogo narrou uma fábula sobre os caçadores mbutis, da África Central, denominados pigmeus na época da expansão imperial europeia.
Os caçadores de Munanga almejam abater um elefante, mas voltam para a aldeia com apenas três antílopes, "cuja carne cobriria necessidades de poucos dias". As mulheres e crianças, frustradas, contentam-se com tão pouco e não culpam os caçadores, mas Mulimo, deus da caça, a divindade desse povo monoteísta. Os caçadores voltarão à savana e, um dia, trarão o elefante.
A fábula é apropriada, tanto pelo seu sentido contextual como pelas metáforas que mobiliza. Ela remete a um povo tradicional, fechado nas suas referências culturais, que serviria como inspiração para a imaginária nação-raça diaspórica dos "afro-brasileiros". Os caçadores simbolizam as lideranças racialistas, que já anunciam a intenção de usar o estatuto racial para instituir, por meio de normas infralegais, os programas de cotas rejeitados no Senado. O elefante representa o Estado racial completo, com fartas verbas públicas para sustentar uma burocracia constituída pelos próprios racialistas e dedicada à distribuição de privilégios.
Munanga não falou das guerras étnicas na África Central. É que o assunto perturba Mulimo e prejudica a caçada.
SOCIÓLOGO, É DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP. E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@TERRA.COM.BRD

PS: Não estou defendendo ninguém, mas... Lembram da história Putin vs. Medvedev?
Se o Lula está fazendo isso agora, e não quer nem sebar o que o povo pensa disso.... imagina o que mais pode acontecer se a protegida dele ganhar as eleições...
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